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domingo, 22 de março de 2009

Charles Darwin


Sempre fui um aficionado por biografias de grandes ícones da história da humanidade, e outros não tão grandes assim. E uma delas que sempre me despertou grande interesse é a de Charles Darwin.

Não só por sua trajetória, que por si só é muito interessante, mas principalmente por sua principal obra, que escreveu o nome do naturalista inglês nos pilares da ciência, A Origem das Espécies.

Para mim, que de cientista tenho apenas meu senso de curiosidade extremamente aguçado e um raciocínio relativamente lógico, o que mais me atrai na obra, é o contraponto que esta originou com a teoria criacionista do homem e do mundo, com base na obra Bíblia Sagrada, que é seguida à risca por todas as religiões cristãs.

Até hoje, sua teoria causa polemica, não no mundo da ciência, onde é respeitada e tida como uns dos alicerces para a Biologia, Medicina e Biotecnologia, mas sim perante a sociedade, que reluta em aceitar que o Homem é resultado de milhões de anos de evolução, e que os organismos estão sempre em estado de mutação.

Bem, Darwin nos explica sobre algumas “discrepâncias” que, se criados fôssemos para sermos e que somos exatamente nos dias de hoje, provavelmente não existiriam, tais como:

O porquê de soluçarmos

O Ser humano precisa abrir a glote (abertura localizada na laringe, que serve de passagem de ar), para poder deixar que o ar entre nos pulmões.
Os nervos que controlam a respiração já existam nos ancestrais comuns aos mamíferos, anfíbios e peixes. Os anfíbios que respiravam por brânquias, fechavam a glote para evitar que o ar entrasse nos pulmões e causasse afogamento. Quando esses nervos se irritam por algum motivo, o corpo lembra o passado anfíbio, puxando o ar e fechando a glote, ocasionando os soluços.

Por que roncamos?

A necessidade de termos desenvolvido a fala, pra coexistir no meio, fez com que desenvolvêssemos alguns músculos como os que movimentam a língua, a boca e os que controlam a rigidez da garganta.
Porém durante o sono, esses músculos relaxam, causando dificuldades na respiração.

Por que engasgamos?

Ainda devido à necessidade de nos comunicarmos, nossa laringe fica mais para baixo da garganta se compararmos com os chimpanzés que tem a laringe na parte superior da garganta, permitindo que estes possam comer e respirar sem risco de sufocarem, porém, desta forma a emissão de sons fica prejudicada.

Por que temos cóccix?

O cóccix localizado na base de nossa coluna indica que nossos ancestrais tinham cauda. Como outros animais pertencentes ao nosso grupo, sob a óptica de Darwin, como chimpanzés gorilas também não possuem cauda, é muito provável que o rabo tenha desaparecido muito cedo no ancestral comum ao homem e os grandes primatas.

Dentes do Siso

Com a evolução de nossa espécie, nosso crânio aumentou e nossa mandíbula diminuiu. Os dentes do siso são remanescentes da época em que o homem possuía a mandíbula maior.

Apendicite

No passado, o apêndice foi um órgão que auxiliava a digestão, indicando que tivemos algum ancestral herbívoro, já que o apêndice é bem maior em animais cuja alimentação consiste apenas de plantas. Hoje acredita-se que o apêndice não tenha nenhuma função para o Homem, e ainda pode facilmente gerar infecções.

Por que sentimos dores no parto?

O crânio do bebê humano é grande em relação ao corpo, para abrigar o cérebro avantajado, ao passo que o canal da bacia, local por onde passa o bebe na hora do parto, não pode aumentar na mesma proporção, porque a posição ereta do ser humano exige uma pélvis relativamente estreita. Assim o parto do bebe humano é demorado e doloroso.

Sentimos arrepios

Muitos mamíferos, em resposta ao medo, eriçam o pêlo para parecerem maiores, como um mecanismo de defesa. A seleção natural removeu os pêlos dos seres humanos, mas o mecanismo que os mantém eriçados continuou, por isso sentimos arrepios.

Essas e muitas outras questões levantadas na teoria evolucionista de Charles Darwin, nos leva ao contraponto de um dogma da igreja, que define o homem como imagem e semelhança de Deus, e os animais criados exatamente da forma como os conhecemos hoje.



Fonte: Revista Veja, especial sobre Charles Darwin – fevereiro de 2009.