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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ruínas

Recentemente perdi tanta coisa...
perdi pessoas, paixões, expectativas...
desmoronaram-se minhas fortalezas...
alguns ventos levaram para mais longe,
muitos de meus sonhos já distantes...

marcas terríveis foram deixadas em mim...
daquelas que levarão muito tempo,
para serem cicatrizadas.
O vazio tomou proporções imensas,
e as raízes da minha esperança
quase foram arrancadas do meu peito.

Se eu ainda encontrar forças,
para reconstruir meu castelo,
criarei fortalezas mais fortes...
altas e instransponíveis.

Meu único medo,
é de que você não possa entrar...
você que eu ainda não conheço...
você que talvez nem mesmo exista...
talvez eu deixe uma pequena porta,
com algumas trancas leves, porém,
muito bem observadas.

Tenho medo também,
de esquecer como se ama...
pois só tenho aprendido a esquecer...
esquecer e esquecer novamente...

esquecer para me manter vivo...
esquecer para não lembrar que meu amor,
foi jogado fora tantas vezes...

esquecer para acreditar que o que eu sinto,
valha alguma coisa para alguém algum dia...
esquecer para não deixar que a revolta me consuma,
e torne meu coração duro e gélido.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Meu Jardim Secreto


Coloco algumas músicas antes de dormir,
para que elas afastem os terríveis pesadelos...

Deito-me com um terrível pesar no meu peito, e não consigo descobrir de onde vem tudo isso.

Acordo no meio da noite, e percebo que o dia está claro lá fora. Essas incoerências nos sonhos já não me impressionam mais.

Quando abro minha porta, percebo que o dia está maravilhosamente claro e bonito, com sons criando uma perfeita harmonia, e mesmo assim eu ainda estava triste e nostálgico.

De repente olho para o fundo do quintal, e lá estava uma pequena cerca, de tijolos maltratados pelo tempo, coberto em partes com cercas vivas, e lá dentro uma névoa que me impedia de ver nitidamente além da cerca.

Algo me chamava para dentro, como se meu medo guiasse-me para aquele lugar cinzento.

Quando adentro o tal jardim, sinto todo o pesar dos meus sentimentos me envolvendo, como se realmente eu tivesse dentro do meu peito pesado, e se alguém tivesse comigo naquele momento, sentiria tudo o que sinto o tempo todo, toda a angústia, nostalgia, frio e tristeza.

Uma emoção terrível toma conta de mim, quando percebo que todas as plantas do jardim estavam secas, e todo o chão coberto de folhas quebradiças e úmidas.

Havia um poço antigo, mas estava seco, e sua alavanca quebrada. Eu não conseguia ver o céu daquele lugar.

Aos poucos comecei a reconhecer cada planta seca, cada árvore morta e cada folha no chão, como pedaços da minha vida, amigos, sonhos, planos, conquistas.

O poço tinha uma pequena peça de madeira rústica, com o entalhe da palavra "Esperança".

Recostei-me numa árvore, cujos galhos subiam ao céu além da neblina, sem que eu pudesse ver até onde chegavam. Porém ao encostar-me, parte da árvore se quebrou como se estivesse apodrecida pela umidade e pelo tempo, e imediatamente ouvi um sussurro, dizendo-me ..."essa é sua "força" ..."

Começa a chover torrencialmente no meu jardim. Os pingos eram tão fortes, que me fizeram cair de joelhos para proteger meu rosto.

Quanto mais eu chorava, mais água caía do céu, e então percebi que essas eram as lágrimas contidas, aquelas que não caem dos meus olhos, as que guardo num lugar secreto.

A chuva vai ficando mais amena, eu mesmo vou ficando mais calmo. Tudo que eu queria naquele momento aconteceu:
Senti uma mão puxando-me...eis que vejo um anjo, vestida de branco e caminhando pelo jardim como se nada pudesse afetá-la.

Levou-me para um local no jardim, onde um muro tão alto quando o céu fazia os fundos daquele sinistro lugar.

Ela me mostra uma pequena rosa branca, brilhando como se emanasse luz própria, em meio a todas as folhas e restos de folhagens mortas daquele chão.

Meu anjo apenas disse-me: - Você precisa cuidar dessa rosa. Vá até o poço e traga água pura e fresca para que ela cresça e fique ainda mais bela.

Eu corro até o poço quebrado, mas agora, para minha surpresa, ele está em melhores condições que antes, ainda surrado, mas aos poucos pude girar a alavanca e trazer um pouco de água para a superfície.

Corro para meu destino, e encontro apenas a Rosa...o anjo desapareceu.

Olho para a Rosa, contemplo seu brilho...rego com cuidado, e depois...

Eu acordo.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Desabafo...

Minha vida quase todo o tempo é uma linha reta,
sempre às margens da alegria e da tristeza.

Pra ser sincero se eu me deixasse levar,
a tristeza me puxaria para a escuridão sem fim.

preciso sempre lutar para não perder a sanidade mental, e acredito que
não tenho me saído muito bem.

as portas para a loucura são tão convidativas,
muito mais do que as pequenas janelas da vida plena.

Fato é que mesmo com meu mundo desabando, algumas poucas coisas ainda
me proporcionam momentos de felicidade.

Porém eu estou quase desistindo mesmo de sentir alegria, pois me parece
que os poucos momentos de que sinto, custam-me muito caro.

Parece que após um pequeno período de êxtase, eu fico triste e
depressivo na mesma proporção.

Como se fosse errado tentar ficar bem, e houvesse um sinistro e macabro
credor, cobrando-me com a moeda "desespero".

Meu desespero é realmente perturbador. Como se realmente tudo fosse
maior que minhas forças. Me sinto fraco. Me sinto sozinho. Sozinho pois
as pessoas com quem penso poder contar somem. E algumas outras também
cobram um alto preço por qualquer ajuda.

Andar no meio das pessoas, e ao mesmo tempo estar tão longe delas,
parece ser como jogar xadrez.

Eu não quero mais jogar.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Doce Infância


Doce infância que se foi...
Uma vida diferente...
Com os olhos inocentes,

Quando tudo era colorido...
Castelos de areia e brinquedos pela casa...
Sorrir e brincar, esperar pelo natal...

Doce infância que se foi...
Que se perdeu na maldade do mundo
Doce tempo que não volta...

Quando tudo era novo...
E podia-se andar descalço...
Correr e sujar a roupa...

Toda amizade se reconquistava com um jogo de bola...
O maior dos problemas era ir à escola...
A dor era facilmente esquecida...

Quando se podia abraçar as pessoas,
E não parecer ridículo ou hipócrita...
Quando tudo era verdadeiro.

Hugo Roberto Bher

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Palavras Vazias


Quanto tempo faz que você se foi?
Eu já não sei mais contar o tempo...
Que distância nos separa minha amada?

Você foi minha guia...
Ensinou-me tudo o que sei...
Vejo sua imagem quando olho no espelho...
Nós éramos tão parecidos.

Não sei mais como lidar com sua ausência...
Não consigo olhar suas fotos,
pois percebo ainda mais como minha vida esta vazia

Sua lembrança me machuca, e não lembrar machuca ainda mais...
Já pensei em ir embora, em busca do teu abraço...
Mas nem para isso tive coragem...
Fui covarde, e não sou forte pra enfrentar sua falta.

Algumas palavras amigas aliviam um pouco minha dor...
Mas ainda sim eu sempre volto para casa...
E não encontro mais o seu sorriso me esperando,
o calor do teu abraço.

Cada sorriso que esboço, é seguido por mil semblantes de tristeza...
Amaldiçoado seja AQUELE,
Que permitiu que nosso pacto sagrado fosse rompido...

Sinto que não somos donos do nosso destino,
Não somos os capitães de nossas almas...
Isso aumenta ainda mais o meu pesar...

Eu estou em um deserto,
Mas faz tanto frio dentro de mim...
Não consigo me aquecer.

Se eu choro, ninguém me acalenta...
Se eu grito, ninguém ouve...
E eu não sei falar baixinho.

Meu riso perde-se nas marcas tristes do meu rosto
Estou vivendo, ainda tentando, encontrar novamente meus passos,
tropeçando no caminho...

E se ainda, em algum lugar está ligada a mim, sinta estas palavras,
pois elas compõem a única oração que consigo fazer nesse momento.



Minhas palavras nunca foram tão vazias...


Hugo Roberto Bher.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Aos Amigos Poetas...

Àqueles que vêem a beleza além da matéria, que percebem aquilo que não se vê,
segue uma singela homenagem...


***

entre a lucidez e a loucura...
encontramos um poeta...
entre a dor e força,
encontramos um poeta...
entre o realismo mundano e a sensibilidade,
encontramos um poeta...
entre a lógica e o imaginário,
encontramos um poeta...
entre o receio de sentir-se diferente,
e o prazer de ser excêntrico...
encontramos um poeta...
entre o empirismo e ciência,
encontramos um poeta...


C. Camargo

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Carta para minha mãe.


Mãe querida,
Há pouco tempo, foi levada para longe de mim.
Tu bem sabes, que considero-me um bom tratador de palavras,
Mas não consigo encontrar uma sequer, para descrever com a devida intensidade, a dor que senti e que ainda sinto todos os dias...

Quando viajou para sempre, levou consigo parte da minha vida também.

Mãe adorada,
Ensinou-me tudo...
Mas foi no seu amor que aprendi também a amar.

Foi nos seus olhos e no seu rosto,
Que sempre encontrei a paz.
No seu colo, a segurança,
E no seu abraço a força para viver todas as vicissitudes.

E é na sua falta, que estou aprendendo a saudade, dura, vazia.

Eu, fraco que sou, dizia-te que sentia-me triste, desanimado...sem forças para continuar, pois a vida às vezes é muito dura...
Em meus momentos difíceis, dizia-te, que pensava não haver nada nesse mundo em que eu me sentisse capaz...

Tu ouvias-me...
Tua apenas sorria...
Depois abraçava-me, e dizia que eu não podia pensar assim, pois seu herói, eu era.

Hoje sei, mãezinha,
Tu foste minha Heroína.
Sempre serás...

Quantas vezes tu salvaste-me de mim mesmo?

Perfeita mãe, com todas as imperfeições de mulher.

Não sentirei mais o cheiro do seu café pela casa, quando eu ainda estava na cama...
Nem minhas mãos em seu cabelo,
Nem seu abraço
Nem o cheiro de rosas de seu perfume favorito...

Isso dói ainda mais quando eu lembro.

Alguns dias são mais amenos,
Outros machucam com essa dor que conheci quando você se foi...
A dor do vazio, da falta, da saudade.

Antes de adormecer, peço a deus que deixe-me ver seu rosto ao menos em meus sonhos...
Que deixe-me falar contigo, te abraçar...

Sei que apenas partiu antes de mim, e espero um dia poder te encontrar...
Mas pergunto-me quanto tempo?
Quando tempo para um dia ver-te novamente?

O que me consola, é que viveu o tempo suficiente, para que eu possa sentir o seu amor em minha vida...
E em alguns momentos sei que está perto, e te vejo nos olhos do meu irmão, que sente a mesma falta que sinto, e também o mesmo amor.

Com amor eterno,

De seu filho!

Hugo Roberto Bher


***


Meus amigos, o que vou dizer pode parecer clichê...mas ainda sim creio que vale a pena ser dito...

Muitas vezes vemos a vida tão atribulada...
Coisas banais que prejudicam nossos relacionamentos...
E assim não percebemos que nossa passagem por esta terra e fugaz...logo as pessoas nos deixarão, ou nós podemos deixá-las...
Precisamos ficar mais tempo juntos, expressar nossos sentimentos...cuidar...sentir o calor humano...
Porque daqui nada levamos, senão o amor e o bem, puros e simples.

terça-feira, 5 de maio de 2009

O peregrino, o Sultão e o Grão de Areia


Sua vida parecia sem sentido.
Tentava buscar as respostas e não conseguia entender os desígnios que a vida lhe propusera.
Estudava as artes, a música, as ciências, religiões, mas sentia-se muito longe do entendimento que julgava necessário.

Decidiu que deveria correr o mundo em sua busca espiritual.
Deixou tudo para trás.

Pela primeira vez em sua vida, sentia que estava próximo, ou pelo menos no caminho certo. No caminho mais correto para saciar sua sede sagaz de conhecimento sobre as questões que trariam paz ao seu espírito.

Descobrir sobre a felicidade, e sua razão de ser, eram seus principais objetivos.

Na Espanha, cerca de dois anos após o início de suas viagens, conheceu um empresário em um cafeteria pela manhã.
Muito eloqüente, criou-se uma empatia entre os dois.
Eis que Caio dirige-lhe a pergunta:

- Meu caro amigo, se permite-me perguntar, és uma pessoa feliz?

- Veja humilde cavalheiro. Pra ser-lhe sincero, nunca parei para refletir sobre isso, porém, sua pergunta leva-me a analisar alguns aspectos de minha vida.
- Tenho uma bela esposa, uma boa companheira e amiga. Também uma maravilhosa mãe para meu casal de filhos.
- Tenho uma grande empresa, cujos negócios ocupam quase todo o meu tempo. De fato não tenho problemas financeiros, possuo tudo que possa proporcionar conforto para mim e para minha família.
- Meus filhos admiram-me e seguem meus passos, trabalham comigo.
- Gozo de uma saúde perfeita, e creio que não há mais nada que a vida possa me oferecer, assim, posso concluir que SIM. Eu sou uma pessoa feliz.

Nessa mesma noite, Caio não conseguiu dormir. O materialismo não podia ser a resposta que procurava. A vida seria parcial demais se assim fosse. Ademais conhecia pessoas que pareciam de fato muito mais felizes do que aquele homem com quem conversara. Precisava de alguns contrapontos.

Resolveu fazer algo que sempre sonhou: percorrer o famoso Caminho de Santiago.

Nesse lugar místico e maravilhoso, no meio de sua caminhada conheceu um monje, ex Bispo de uma Ordem Católica muito conservadora.

Logo pôs-se a fazer a mesma pergunta:

Meu jovem Senhor poderia responder-me se és feliz?

- Meu amigo, seu questionamento direto, não é tão simples de ser respondido, mas tentarei:
- Creio que eu nem deveria estar nesse mundo. Isso motivou minha busca. Sinto-me como uma alma livre presa a um mundo completamente material. Penso que nada aqui pode trazer-me felicidade plena.
- Deixei minha ordem e minha posição na igreja por discordar de alguns princípios básicos. Para mim todo esse mundo é uma falha, e só pude concluir que é a vida além daqui é onde encontrarei minhas respostas. Só não acabo eu mesmo com meu corpo material por não ter ainda plena certeza de meus questionamentos.

Deixou o homem seguir seu caminho sozinho, e ficou a pensar por dias e dias sem sair do lugar, em profunda meditação.

Os conceitos do monge pareciam ser verdade em parte, mas não podia conceber que a vida aqui e agora não tem nenhum propósito.
Tinha consigo a idéia fixa de que TUDO tem uma razão de ser, TUDO.

A despeito de suas desilusões e de seu cansaço físico e mental, continuou a caminhar, agora, um tanto sem rumo.

Vários meses depois, iniciou uma peregrinação pelo Deserto da Arábia.
Sozinho por semanas, sem conhecer o inóspito meio em que se encontrava, seu corpo desfaleceu, e foi encontrado por transeuntes e levado para um oásis no meio do nada.
Acordou e não fazia idéia de quanto tempo ficara desacordado.

Por vários meses trabalhou em uma aldeia dentro do oásis, exercendo várias funções e interagindo com várias pessoas.
Certa vez conheceu um religioso que cuidava pessoalmente do Sultão daquelas terras. Fez-se com este, uma amizade sincera.

Após muito tempo nesse local, Caio explicou sua busca para seu amigo Farah, dizendo que o que faria feliz nesse momento era poder conversar com o grande Sultão, e que este pudesse banhá-lo com um pouco de sua grande sabedoria.

E assim foi feito. Logo estaria diante de um dos homens mais poderosos do Deserto.

***

- Oh grande senhor dessas terras e desses homens, permita um humilde andarilho fazer-lhe uma simples pergunta...

O homem assentiu com um gesto.

- És feliz?

Como se a pergunta o pegasse de surpresa, começou seu discurso:

- homem, sou dono de tudo que seus olhos podem ver e de muito mais do que sua mente pode imaginar.
- Tenho ouro e jóias, em quantias que poderiam suprir alguns países durante muitos anos, que nem eu mesmo sem contar.
- Tenho as mais belas mulheres desse mundo para dar-me prazer.
- Vivo em perfeita harmonia com meus servos, com o Deserto e com os oásis que Alah concedeu-me.
- Tenho sangue dos mais nobres imperadores correndo em minhas veias.
- Todos os dias estudo minha religião com meus sacerdotes.

Então meu caro, acho que já respondi ao seu questionamento.

Siga em paz.

Agora nosso amigo encontrava-se muito mais perdido em sua vida do que quando saiu à procura de respostas.
Desiludido, programou sua viagem de volta para casa.
Farah providenciou-lhe um bom camelo e recursos para seu caminho de volta.

***


Depois de várias semanas vagando pelo deserto, deixou-se cair para admirar o crepúsculo que logo se daria.
Já não tinha esperanças de suprir sua mente intrépida e sedenta.
Deixou-se cair no chão, naquele fim de tarde perfeito.

Não percebeu que adormeceu, para ele era como se ainda estivesse sentado, apoiado em suas mãos, curvadas para trás.

- Olá Caio...é com grande felicidade que obtive a permissão de Deus para falar-lhe.

Estava louco – pensou – ou realmente estava ouvindo um grão de areia falar-lhe?

- Está sonhando nesse momento, mas estou realmente a falar contigo – disse a minúscula criatura como se ouvisse seus pensamentos.

Decidiu então pela recíproca na conversa.

- Prossiga, por favor – disse.

- Creio que seja você quem queira saber de algo não é mesmo?

- Mas como pode você poder dar-me as respostas que preciso?

- Vou ignorar esse pingo de prepotência em seu pensamento e disser assim mesmo o que tenho pra lhe dizer:

- Sim. Sou um mero grão de areia. Mas sim, sou a criatura mais perfeita e mais evoluída que pode encontrar nesse mundo.
- Sou parte integrante desse imenso deserto que perde-se perante seus olhos. Eu e meus irmãos, que números em suas ciências faltariam pra enumerar-nos. Mas sem mim, tudo isso jamais poderia ser completo. Todos os dias exerço minha função, apenas estando aqui, imóvel. Quente durante o dia, e gélido durante a noite.
Estou aqui para ser parte de um todo, assim como você e tudo o que mais há nesse mundo, simples assim. Sou matéria criada pela inteligência suprema de todo esse universo, e meu espírito perpetua na imensidão do espaço e do tempo. Tu estás cumprindo um estágio de sua evolução. Somos feitos da mesma energia cósmica que tudo rege, e que em tudo existe.
Tu não deve procurar a felicidade plena, um dia certamente a encontrará. Terá seu tempo assim como todos...mas o caminho é tão importante quanto a chegada...viva a felicidade em cada passo, aproveite os MOMENTOS felizes da sua existência...sinto que seu caminho parece curto, pois as respostas só existem para aqueles que tem dúvidas e isso você tem e sempre terá.
Um dia serás anjo...
Acorde agora, e siga em paz...

O homem acordou sorrindo, subiu em seu camelo, com todo respeito que conhecia, e seguiu pela noite fria do deserto.

Hugo Roberto Bher

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Pensamentos Dispersos...


Um vazio pode ser preenchido?
Mesmo um vazio tão grande?

Se fosse como um papel, poderia preenchê-lo com palavras...
Mas assim como as palavras deixam entrelinhas,
O tempo passa e não me completa totalmente.

É assim mesmo que deve ser?


Muitas vezes as coisas que faço para ficar bem, parecem subterfúgios, para fugir da constatação de que a felicidade plena, não pertence a este mundo.
Você irá procurá-la, assim como eu, mas, por favor, diga-me, se um dia encontrar.
O mesmo eu farei.
Os tempos de angústia parecem sempre mais duradouros...
As sensações de alegria e plenitude sempre mais fugazes.

É assim mesmo que deve ser?

Não há para onde fugir,
As dúvidas estão dentro de nós.
Nem sempre há forças para lutar...

Os amigos às vezes se afastam,
E a solidão se instaura, e às vezes se enraíza.
Os sonhos ficam cada vez mais distantes de nossa realidade...

A hipocrisia aparece.
As respostas desaparecem.
O vazio novamente cresce.

É assim mesmo?

Por que quanto mais eu conheço, mais dúvidas surgem?
É assim mesmo que deve ser?
E por que não me respondes?
Como faço para chegar mais perto de ti?

Seria tão mais fácil se soubesse os propósitos da minha existência,
Seria talvez mais fácil entender, o que de tão errado devo ter feito para estar aqui...
Será que tais propósitos existem, ou estamos aleatoriamente dispersos neste mundo?

Será que nossa própria inteligência e consciência são oriundas somente da evolução da própria matéria universal?

Somos filhos da inteligência e energia suprema, ou somente matéria evoluída ao acaso?

Até que eu entenda,

Amar-te-ei com todo meu ódio, e odiar-te-ei com todo o meu amor...
Pois estes sentimentos são reais, e eu posso distingui-los...


Hugo Roberto Bher.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Trajetória de um anjo...


Meus caros,
Contar-lhes-ei uma breve estória. Prometo que será breve.
Não sei se deveria, mas farei.

Meu nome é Mattheus.

Nasci em Portugal, há muito tempo. Não serei bem específico, pois estejam certos, detalhes não importam tanto nesta minha narração, e bem vos digo que não faz diferença o local onde nasci e cresci, pois todo este planeta é uma prisão. Uma esfera de vícios. Um grande círculo vicioso.

Quando pequeno, achei que houvesse algo errado comigo, pois de tudo eu conhecia um pouco.
Sabia das artes, das ciências e profundamente entendia a natureza humana, e isso era algo que eu gostaria de não saber.
Eu conhecia a matemática e a física, e com facilidade eu entendi as teorias dos grandes gênios que vieram para este mundo antes de mim. Conhecia muitas línguas, as palavras e seus significados.
Eu sabia das estrelas e da lua, das marés e do sol; dos desertos e dos oásis, e também dos sultões.
Não sei como poderia saber tanto, mas simplesmente sabia. E aceitava saber, porém a única coisa que eu não sabia, era onde poderia aplicar tanto conhecimento.
Quando fui jovem, ocupava meu tempo em um monastério, num lugarejo afastado da cidade onde nasci. Não porque era religioso, mas eu adorava aquela biblioteca.

Eu sabia de muitos “porquês” e muitos vinham até mim.

Próximo de completar 17 anos terrestres, tive uma revelação, e não foi difícil aceitar minha missão.
Foi-me dito que eu deveria tornar-me humano para conhecer o mundo e as pessoas, sua natureza, seus medos e todas suas angústias, e de certa forma avaliar as condições desta Terra, e na forma de um relator, deveria dizer à inteligência suprema, causa de tudo, as minhas conclusões.

Quando deixei meu corpo e retornei ao verdadeiro mundo do criador, após um breve período de recuperação, fui chamado à minha responsabilidade.

Eis o que disse:

Meu amado pai, que causa de tudo és...
Tornei-me humano e é com felicidade que deixo o mundo das criaturas para voltar a este plano espiritual...
Não sei se o que ouvirás é aquilo que esperavas...
Mas eu direi...

Eu via a dor,
A dor e a tristeza...
Eu vi os homens invejando uns aos outros...
Eu vi a angústia, o desrespeito e a desunião.

Eu vi seus filhos, sim, seus amados filhos, matando uns aos outros,
E matando também a nossa mãe natureza...
Eu os vi poluindo as águas que criastes,
Matando nossos irmãos, os animais.

Eu os vi envenenando o próprio ar que os mantém vivos, e me perguntei: como pode tamanha imbecilidade?
Eu vi barbáries cometidas por homens, que nem assim deveriam ser chamados, e sim de monstros...

Eu vi mães assassinando seus próprios filhos, a estes a quem deveriam cuidar e proteger.

Eu vi a fome e a miséria,
E pude contar as costelas saltadas aos olhos de várias crianças...
Eu vi o roubo e a ganância...
O egoísmo...a maldade
Vi os abusos dos reis, perante seus povos...
Os olhos esbugalhados de uma criança da África, e sua pele sobre seus ossos, gritando silenciosamente, implorando comida.

Eu vi algumas coisas boas, é claro, mas confesso, infelizmente, foram poucas.

Eu vi a tristeza de Ghandi, depois de ter sido baleado.
Eu vi homens que criavam armas de destruição em massa, ao invés de alimentar o seu povo.
Vi muito sangue na espada de Alexandre, o Grande...seria mesmo grande?

Eu vi a loucura nos olhos de Napoleão, quando derrotado em Waterloo...

Eu senti muitas vezes o pecado na minha própria carne, e muitas vezes eu mesmo sucumbi aos vícios de propriedades humanas.

Eu vi Ricardo Coração de Leão, lutando com Saladino em nome da Terra Santa...
Mas toda terra é santa, meu senhor, pois tu criastes, mas não é assim que os homens vêem.

Eu conheci o fascismo de Mussolini, e o nazismo de Adolf Hitler...
Conheci Dachau, e uma vez o próprio Führer olhou-me nos olhos por um momento.
Eu também vi um sorriso cínico na face da morte quando esta esperava para levar sua alma podre para o umbral...

Eu vi gênios sendo taxados como loucos, quando queriam apenas colaborar para a evolução da humanidade.

Eu vi mulheres sendo queimadas na fogueira, pela “Santa” Inquisição Católica
Ouvi loucuras de homens que matavam civis, dizendo-se seus filhos, meu amado pai, e ainda dizem que fazem isso em seu nome.

Eu vi um soldado de Israel venerando a Estrela de Davi em seu braço, orgulhoso, e 100 afegãos mortos bem à sua frente.


Oh Deus, eu vi crianças com armas nas mãos, e ouvi grupos falando de um futuro melhor...
Será que eles conhecem a realidade ou estão se enganando?

Os homens veneram a futilidade, e ignoram o conhecimento.

Bem aventurados sejam os poetas, que amenizam a dor dessa realidade e nos trazem um mundo perfeito, no imaginário...

Senhor, façais o que quiseres, mas por favor não mande-me de volta...
Guarde em seus braços, as melhores almas...cuide delas, com todo o amor que existe em ti...
Cuidai de minha Mãe...

Mais palavras não fazem jus à minha dor...

Hugo Roberto Bher

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Hoje ouvi de alguém uma frase tão clichê, que me chegou a causar náuseas. Seja porque hoje foi um dia em que encontrava-me introspectivo, pensando sobre questões da vida, seja porque a pessoa que “cuspiu” tal pensamento, ao meu ver conhece pouco da própria vida e menos ainda da vida de seus possíveis ouvintes.

“nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir...”

Enfim, tal expressão projetou-me a outras, não obstante com o mesmo sentido:

“para quem não sabe aonde quer chegar, tanto faz o caminho a seguir...”
“quando não escolhe-se o caminho, alguém escolhe por você...”

Bem, poderia citar aqui várias, de vários pensadores ou de domínio popular ou até mesmo criadas por mim, mas no momento, falta-me “saco” e estômago.

O fato é que comecei a refletir sobre algumas questões...

Sou quem sou. Sou minha personalidade, formada por meu temperamento e caráter. Possuo peculiares atribuições físicas. Tenho afinidades e desafinidades naturais. Vivo o mundo conforme a percepção que tenho do mesmo, e que adquiro a cada minuto, cada segundo, ou qualquer outro fracionamento do tempo.
A vida posicionou-me dessa forma. Não pude escolher assim, ou tal como é a personalidade do caro leitor que agora lê meu humilde texto e conhece minhas intrínsecas idéias.
Se escolhi assim como sou, foi em algum momento, no tempo e espaço, ao qual minha consciência atual não se reporta.
Não pude ser nos meus tempos de escolha, tão popular quanto o garoto que jogava futebol. Nem como aquele que, após aprender tocar três acordes, animava um ou outro lual com sua viola, para um publico fiel de 6 ou 10 pessoas; e desculpem-me se um pouco de sarcasmo aparecer nas entrelinhas de minhas colocações.
Não pude ser o gênio da minha turma. Nem o mais lento da classe.
Não escolhi gostar de escrever...se me fossa dada opção, gostaria de cantar...

Queria ter sido correspondido, quando amei platonicamente a menina da sexta série, e ter evitado sérios problemas de auto-estima nesta época, e em vários anos após.
Poderia ter tido mais facilidade com exatas, e ter hoje um emprego melhor remunerado.
A pergunta que faço aqui é algo que gostaria que o sujeito que me levou a escrever este texto pensasse e me respondesse, com melhor embasamento do que quando saiu dizendo a frase supra mencionada.

Não seria mais correto usar o que já temos, e com isso tentar sobressair?

Penso que temos que conhecer a nós mesmos, e sei que isso é também um belo clichê, mas dou-me o luxo de usá-lo aqui, já que também uma dessas frases prontas incitou-me a escrever.
Temos que concentrar atenções nas nossas emoções, facilidades, dificuldades, gostos e vontades, e tentar trabalhar isso como se ferramentas tivéssemos, para construir uma vida melhor.
Penso que não se pode seguir qualquer caminho. E mesmo que minha opinião mude ao longo do tempo, penso que esta não seria a forma mais inteligente de galgar nossos almejos. É como se recebêssemos um pano riscado para bordar.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

regras...

Definitivamente não é fácil ser alguém...

é preciso estar inserido em uma comunidade...interagir em uma sociedade...ter amigos...ou apenas conhecidos...ter inimigos também...participar de algo...

comunicar-se...agradar a uns ... e desagradar outros...ser importante pra alguém e nem ser conhecido pela maioria...submeter-se ao sistema...ou tentar mudá-lo...ter família...

é preciso saber o que falar...o que dizer...com quem falar e quando fazer...é preciso ter contatos profissionais...conversar com muitas pessoas ... muitas delas que se desejaríamos que não existissem...

é preciso gostar de algo...ter hobbies...atividades lúdicas...atividades profissionais...é preciso ter contas! contas e mais compromissos a serem cumpridos...

temos que saber viver...e estamos vivendo sem termos tempo para aprender...mas não podemos parar... temos que escolher...sempre....sempre escolher...mas às vezes cansa...

temos que envelhecer ... e trabalhar ... e sermos muitas vezes hipócritas...ou...corremos o risco de vivermos sempre brigando...

temos que descobrir às vezes...que as pessoas...ah...que as pessoas também são hipócritas...que elas mentem..mentem muito...que são egoístas..

em algum momento precisamos ver que muitas pessoas pelas quais temos apreço...não sentem o mesmo por nós...

e a vida nos ensina...com a prática da própria vida...e não se pode voltar... nem podemos viver ontem com o conjunto de experiências que acumulados hoje...não isso não é possível....

mas ... estas são as regras..

e não podem ser burladas; não se pode ficar neutro, ou será, pela própria vida, submetido à elas..

estas são as regras que conhecemos...para vivermos nossas vidas...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

bad dream...

Essa noite eu não dormi bem...

pois tive um sonho ruim...

onde vc não sorria mais quando me encontrava...

onde eu precisava mentir, para que vc acreditasse em mim...

não podia dizer a verdade, nem ser verdadeiro...pq o que eu era...

não t fazia o mesmo bem...como antes...não era mais suficiente pra vc...

e eu não conseguia entender o pq...

mas meus olhos doíam, quando eu os apertava dormindo, sem poder acordar

daquele sonho ruim...

machucava não ver mais o seu rosto sereno e em paz por estar comigo...

e não ver o seu sorriso, mesmo quando falava tudo o que vc queria ouvir...

era horrível não ver seus olhos molhados quando eu demonstrava nas coisas mais simples o quanto gostava de vc...

e mais ainda,

o medo de perguntar o pq de tudo isso...

pois se t perdesse, talvez fosse melhor até mesmo nem mais acordar,

pois pelo menos poderia segurar sua mão mais um pouco

eu não quero mais dormir...!

não podia abrir os olhos...

e o que mais angustiava...

o que mais doía e machucava...

era o medo de tudo isso não ser sonho...

de acordar, e não ter vc pra ligar e falar coisas bobas...

e nem mesmo, pra poder contar...

sobre o meu sonho ruim.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Ainda acreditando que todas as dificuldades pelas quais passamos nos deixem mais fortes...

Ainda que toda dor nos mostre outros caminhos que podem ser seguidos...

Ainda que toda desilusão traga consigo o amadurecimento...

Ainda sim...

É difícil enfrentar os problemas, aceitar as perdas e seguir em frente...

Mesmo sabendo que não há problema que não possa ser solucionado... ainda que a solução para este seja a própria constatação de que não há solução;

 Muitas vezes passar pelas dificuldades e resolver nossos problemas implica em mudarmos nossas metas e até mesmos os nossos objetivos...

O que é extremamente difícil, visto que as ações baseadas em sonhos e planejamento é o que nos move para que possamos conseguir o que desejamos em nossas vidas...

É o que nos faz pensar se realmente é possível conseguir tudo o que queremos, mesmo que estejamos baseados em planejamento, ações e esforços para atingir os objetivos...

Pois é coerente pensar que se assim fosse...poderíamos realmente conseguir  tudo...o que de fato na prática, quase sempre não acontece; talvez porque estamos trilhando caminhos errados, ou tratando com displicência das coisas da vida, ou das provações que esta  nos propõe;

 Mas ainda prefiro pensar que mesmo tendo que mudar nossos objetivos...nossas metas...não precisamos mudar nossos sonhos...

Mas para que não tenhamos que mudar nossos sonhos...precisamos sonhar baseados em nossa essência...em coisas que dificilmente podem ser medidas por instrumentos das convenções mundanas como o dinheiro e outras instituições do materialismo;

 Ainda que nossos amigos deixem-nos...

Ainda que as pessoas que amamos mostrem-nos apenas razões para não serem amadas,

Não deixemos de acreditar que a vida conspira a favor de quem busca um sonho, fazendo o Bem e estando no Bem;

Não deixemos que a agitação e todas as vicissitudes pelas quais temos passar nos impeçam de perceber os sinais que existem em nossas vidas;

 Ahh, que nós possamos estar com aquelas pessoas que aparecem em nossas vidas de forma diferente, repentina...e que possamos conservar aquelas que sempre estiveram ao nosso lado, aquelas com as quais precisamos conviver e ajudar, seja para evoluir ou para corrigir erros passados;

Ainda que erremos, que tenhamos a oportunidade de restabelecer o Bem, mais uma e quantos vezes forem preciso, e que sejamos fortes para isso;

Que os caminhos viciosos não nos chamem mais a atenção do que os prazeres verdadeiros que são proporcionados pelas virtudes, pois criados fomos para sermos virtuosos; já que o bem existe em nossa essência, ainda que muito longe pareça estar...

Que possamos estar felizes mesmo nos inevitáveis momentos de tristeza a que somos submetidos eventualmente; porque a tristeza faz parte de nós...

A tristeza está para a alegria tal qual a escuridão está para a luz, mas devemos trabalhar para que nossa alegria possa sempre suprimí-la.

Que possamos entender que a felicidade deve existir em nós, a cada passo e a cada decisão, a cada escolha e a cada pensamento, que ela deve ser o nosso próprio caminho;

Então eu escrevo tudo isso, para que eu mesmo não esqueça que não devo parar de sonhar, e que devo sonhar com felicidade sempre, e outra e quantos vezes forem preciso...

 

 C. Camargo


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Se parares para ver as coisas que acontecem nas entrelinhas da vida, os detalhes e as energias que movem todas as coisas, tu terás dificuldades em percebê-las e reconhecê-las como verdade, pois materiais são nossos olhos, e também presos nas densidades da matéria estão os nossos sentidos mais básicos;

Mas se trabalhares o intelecto, verás que em tudo existe algo imaterial, e assim acreditarás que não há espaço vago, em nada nesse mundo, e que as coisas não existem tão somente porque nelas acredita-se, mas sim que passamos a acreditar porque elas ali estão, esperando nossa evolução para vê-las e entendê-las;

Podemos esperar para tanto, uma evolução coletiva, onde grandes homens, iluminados, que nos trazem grandes esclarecimentos através de suas ciências ou suas artes ao longo da história, possam guiar nossas vidas e pensamentos, assim em que evoluiríamos de forma medíocre, em detrimento próprio, ao passo que podemos amadurecer individualmente, estudando, meditando e acreditando, assim evoluindo nossa percepção acerca do mundo e de todas as coisas que nele está contido;

Existe algo que está em tudo, que transforma, de um estágio para outro, todas as coisas, algo que motiva toda e qualquer evolução;

Assim veremos que tudo que é físico, em sua essência, em sua causa inicial é animado por algo não físico, assim como uma lágrima pode rolar dos olhos, motivada somente pela força de nossas emoções.

 

 

C. Camargo

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Tempo

Tempo, dias atrás, quando estava pensando nas coisas da vida, descobri algumas coisas que fizeram-me olhar-te de forma diferente.
Tempo, descobri que Tu és deus.
E que se existem deuses, Tu és o maior deles.
Nada existe ou deixa de existir acima de sua soberania.
Pois Tu trazes as coisas da vida, e Tu levas também.
Descobri que tudo vive e morre na sua virtude.
Que trazes a própria vida, e que a leva também.
Pensei que Tu estás aqui muito antes da Vida.
E que o Aqui foi criado por Ti.
Eu vi que Tu levas as folhas das árvores no outono, e que trazes as flores na primavera.
És a própria essência das estações.
Percebi que Tu existes, mas ninguém o vê.
Mas tudo vive em ti, e perece perante sua magnitude.

Tempo, descobri que tudo acaba, e que o Senhor leva-nos tudo, felizmente ou infelizmente.
Tu trazes as provações, e nós erramos novamente,
Tu trazes as oportunidades, e nós as deixamos passar, porque não nos trouxeste a perfeição.,

Diz-me Senhor Tempo, por quanto tempo mais eu terei de errar?
Diz-me Senhor Tempo, quanto tempo mais eu tenho?
Diz-me Senhor Tempo, quantos mais dos meus amigos tu levaras para longe de mim?
Tempo, há quanto tempo Tu existes? Será que poderei em algum tempo saber?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Imperfeição

Eu quero sentir todas as emoções as quais tenho direito, desde que fui criado ser humano
Eu quero sentir as imperfeições de não ser perfeito,
Eu nunca quero ser perfeito...
Quero errar tantas vezes quantas tiver direito..
Quero chorar,
Sentir o rosto molhado de lágrimas, quando uma emoção for mais forte do que meus olhos podem segurar...
Mas não quero que ninguém veja.
Eu quero sentir o coração rachando pela dor de uma desilusão amorosa, só pra eu me sentir vivo
Eu quero viver para sempre...
Quero viver os fugazes prazeres do vício de uma paixão...
Quero me apaixonar cem vezes;
Quero saber de onde venho...
Saber para onde vou...
Mas tenho medo de saber, que o lugar em que vou estar depois daqui,
Seja mais perfeito do que este mundo imperfeito
Queria talvez, ser um escritor,
Para que com o mais alto grau de composição das frases e das palavras, possa perdir-te que me deixe aprender para sempre..
Ou queria ser um músico, para tocar-te com a mais erudita e bela melodia...
Ou apenas queria poder gritar bem alto, para fazer-te ouvir-me...
Pois eu quero saber tudo...
Saber o que é certo,
E poder escolher o errado quando me convém...
De certo que sempre me pergunto, que se o certo é o certo,
Por que o errado sempre me atrai?
Não seria o errado, eventualmente certo?

domingo, 11 de janeiro de 2009

causalidade e mudanças

Sei que tudo acontece por uma determinada razão...
E que a causalidade rege a vida...
E também, que ser feliz ou não é uma faculdade que a vida nos propõe...
Mas ainda que pense agir corretamente, muitas coisas não dão certo...
Ou pelo menos não acontecem como esperamos...
Às vezes me desespero pra mudar...
Às vezes tudo em que mais acredito na vida é colocado em prova...
Bem ... isso acontece várias vezes na verdade...
Aí penso...que mudar não pode ser o correto a se fazer...
Pois não devemos ser contrários à nossa essência...
Pos em toda essência existe o bem de fato...
Mas penso que podemos melhorar a cada dia nossas vidas...
Numa simples decisão, ou descobrindo uma nova perspectiva de nossa existência....
E que são as atitudes que fazem acontecer...e não os pensamentos...mas que estes...são fundamentais para conquistas de nossos almejos....
Mas também aprendi...que viver não é fácil....
E que o que importa no fim de todos os fatos e atos...são as pessoas...e não as coisas....
que nos meios podemos encontrar outros fins....
já que nada nessa vida é definitivo...nem mesmo os nossos sonhos....
o tempo não volta...
A vida nos marca...mas devemos marca-la também...
Mas ainda não sei o que de fato me pertence...
Além de meu livre arbítrio e de minha infinita capacidade de aprender...
Não sei o que irá acontecer amanhã....
Mas sei que posso fazer acontecer..
Muitas vezes achei que algumas coisas são impossíveis...
Mas com algum tempo de reflexão ...
Descobri apenas que os esforços são maiores que o gozo que podem nos proporcionar...
Eu desisto...
Não....eu não desisto...eu mudo....
Não ... eu não mudo....eu melhoro...
Traço novo esboço numa folha em branco...
Refaço meus objetivos....
Eu tento...
E mais uma vez ficam as pessoas...
Mas não ficam todas...
Mas as que ficam são aquelas que merecem compartilhar nossos momentos de felicidade...
E se não há pessoas....não pode haver felicidade...
Aí eu melhoro...pois posso fazer o amanhã ser melhor que hoje....
Pensar +Decidir + Fazer...= algum resultado...
Essa é equaçao que aprendi na vida...
Mas não é exata...
Porém espero melhora-lha....
Assim que puder escrever mais páginas........
Quando a vida me ensinar a esboça-las....