Mostrando postagens com marcador dia a dia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dia a dia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de março de 2009

Em Momentos de Crise...


Em épocas de crise, é importante que todos nós repensemos sobre nossas prioridades.

Em geral, o consumidor brasileiro não é um poupador nato. Isso é um fato.

Somos imediatistas no que se refere à obtenção de bens e serviços que possam estabelecer uma “falsa” sensação de conforto a curto e médio prazo.

Pesquisas apontam que os brasileiros que ocupam as classes mais altas da sociedade, são os que mais se preocupam em poupar para garantir um futuro para si e para suas famílias, ou até mesmo para manter uma situação segura ante crises e instabilidades econômicas.

Não tivemos uma educação formal orientada a criação de reservas financeiras, como acontece em outros países de primeiro mundo, como EUA, Suécia e Alemanha.
Com grande facilidade de acesso ao crédito, o brasileiro pode ser considerado um consumidor compulsivo.

Em raros casos encontramos pessoas que conseguem controlar a vontade de obter seus almejos rapidamente e poupam recursos para comprar uma maior quantidade de bens à vista.

Vemos sim, famílias que sacrificam até 90% de sua renda em financiamentos diversos, privando-se muitas vezes até das necessidades mais básicas como alimentação, vestimenta e planos de saúde, para adquirirem bens como automóveis e eletrodomésticos.

Segundo percepções de alguns ramos de atividade, mesmo em momentos de crise, os consumidores, principalmente os de mais baixa renda, não mudam seu comportamento de compra. Os consumidores de classe mais alta, são mais conscientes em relação à momentos de tribulações econômicas, tais como a que vivenciamos hoje, em nível mundial.

As classes mais baixas normalmente “percebem” o mercado financeiro, quando este chega a afetar diretamente sua renda e sua empregabilidade. Caso contrário, sempre há o “jeitinho brasileiro” de conseguir empurrar a situação, e evidentemente, endividar-se cada vez mais, para comprar o que muitas vezes não precisamos, e em muitos casos, não temos como pagar.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Barack Obama e seu discurso eloqüente


O primeiro discurso oficial do presidente democrata Barack Hussein Obama ao congresso americano, que aconteceu na última terça-feira (24), agradou grande parte da população, que em momentos de ansiedade política, pode ver novamente na figura do Presidente o “candidato” que foi em sua campanha, um entusiasta com idéias concretas e inovadoras frente a esta situação de crise financeira mundial, trazida como um vírus ao mundo pela própria economia norte-americana, como conseqüência de uma conjuntura econômica que visava mais a obtenção de lucros em curto prazo, do que a construção de bases fortes com intervenções do governo, para alavancar a economia e estabelecer uma situação favorável a todos os americanos em longo prazo, conforme a visão de Obama, observada em seu pronunciamento.
Após um início turbulento, em um momento crítico para a economia, e herdando um déficit de mais de U$$ 1 trilhão do governo George W. Bush, o Presidente norte-americano fez-se novamente a esperança não só para os americanos, mas para todo o mundo, deleitando seus espectadores com promessas como conter a crise econômica e acabar com a guerra no Iraque.
Prometendo reduzir o déficit pela metade até o fim de seu mandato, Obama falou sobre uma série de medidas para redução de gastos em programas sociais desnecessários, bem como redução dos extraordinários gastos com guerras, aludindo aos últimos 8 anos de governo anterior novamente frisando o déficit deixado pelo mesmo.
Ademais, segundo analistas, o discurso do presidente foi mais direcionado para o publico do que para os legisladores, visto que em muitas críticas foi classificado como um discurso que não trouxe muitas especificações principalmente a respeito de reações e medidas efetivas contra a crise financeira.
O fato é que a opinião pública mostrou um grande crescimento dentre os apoiadores do governo democrata, conforme pesquisas realizadas no dia seguinte após o pronunciamento para o congresso norte-americano.


***


E fica aqui registrado, nossas esperanças nesse que realmente ainda acredito poder fazer algo inovador e coerente, à revelia de seu antecessor, como o presidente da maior economia do mundo.