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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Súplica aos Aflitos



Se ainda sangras de dor,
se as lágrimas fazem cEgar,
E teu lindo roSto salgar...
Se até no belo não vê cor...

Acalma teu coração ferido,
não te Permitas mais sofrer.
Tua bondade é teu abrigo,
e tanta beleza tens a viver.

Se em teu pEito sentes frio,
e só saudade cabe no vazio,
súplicas chegam-te com feRvor
em palavras envoltas de calor...

Para que Abra os olhos agora,
e deixes, em tua alma, eNtrar luz.
Deveras pesada foi tua cruz.
Sorria como tempos de outrora.

Seu amor imenso e puro
Salvaria mil almas do esCuro,
mas guarda parte dele, porquanto,
afaste de ti esse eterno prAnto.


Hugo Roberto Bher
#O Poeta do Escuro

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Vampiro da Tristeza



Sou vampiro sedento,
entre sombras da noite,
que se arrasta na danação
sem forma, sem beleza...

Sou das sombras,
sou pálido, sou frio...
sou a face do vazio...

Qual é minha proeza?
Digo-te com gentilezas...

Teu sangue me enoja.
Alimento-me de tristeza.
Pelas mãos do próprio Deus...
fui amaldiçoado com frieza.

Ergui-me perante o Criador,
e questionei sua falsa nobreza,
olvidando de seus filhos...
dor, fome, angústia, avareza.

Em meus olhos, dúvidas.
Nos olhos do Pai, fúria...
não admitiu minha franqueza.

Sou filho da Luz,
na escuridão lançado...
postar-me em pé,
foi meu único pecado.

Confrontei minha fé,
apos uma vida ajoelhado.
O rancor anda ao meu lado...
fui, pelo ódio, abraçado.

tenho a força de um filho desprezado...
e de mil almas condenadas,
e daqueles ora esquecidos,
os primeiros Anjos Caídos...

Mas em verdade, Pai, digo-te...
existe força na tristeza.
Me verás como um titã,
farei-te uma supresa.

Pintarei teu céu de negro,
ceifarei tua pureza...
e com meu sangue,
provarei o real tamanho da tua grandeza.

Hugo Roberto Bher
#O Poeta do Escuro





domingo, 16 de outubro de 2011

O Valor de Uma Alma Escura


No meio do caminho,
que a noite assim perfaz,
ao encontro do dia, sagaz
estava eu, em meu ninho

buscando no leito, paz
mas em sonho, desperto
e havia alguém perto
com aparência austera

bem aparentado era
e afagando seu terno,
um olhar assim paterno,
disse-me que eu o conhecia.

Que era o Homem de Baixo
e o seu nome não diria.
Seu rosto abrandou meu medo
mas de fato, sim eu sabia...
de súbito entendi o enredo,
O diabo minh'alma queria.

Ele, educado, ora arrogante
Eu com meu peito arfante
Em suas mãos, uma quantia
Em meu rosto, agonia

Disse ele: escolha não tem
tua alma, para baixo, não volto sem.
Eu, sem ter a quem suplicar
Pois nunca prestei-me a rezar

Barganhei a eternidade amaldiçoada.
Peguei da sua mão, a maldita paga.
E para selar o pacto, um beijo,
meu triste fim agora prevejo.

Então, assim que sentiu meu gosto,
o horror extremo tomou seu rosto.
Do que ele viu, esperava o oposto.
Tão logo, desfez o antes proposto.

Diz-me então, por fim:
Donde vem escuridão assim?
Tua alma é podre,
Até mesmo para mim.

Hugo Roberto Bher
#O Poeta do Escuro

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Versos para meu deus

Tu desfaz,
do tempo que me faz,
clamar por você.

Não tenho,
tempo para desdenho,
olhai meu caminho.

Estou vazio,
tanto tempo no frio,
força já perdi.

Olhos fundos,
entre vários mundos
não existe luz.

Meus versos,
em outros universos,
não seriam dispersos...
nem tão perversos...

tampouco, em dores imersos.

Hugo Roberto Bher
#O Poeta do Escuro